terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Vamos rir e beber, pode ser?

Pede o cardápio e mais uma gelada que eu preciso esquecê-la. Mas não pare de falar, gosto de ouvi-la. Só faço sorrir, nem olho pra ti, não consigo falsificar o olhar. Meu copo vazio, o frango retalhado frito a esfriar. Ah, esta música... Finges que não lembra, mas batuca com as unhas o alumínio da mesa. Só mais uma a gente já vai, espera o bis. A saideira como última dose de coragem. Oferece-me  bochecha num movimento brusco e consciente do pescoço. Leve saliva no rosto. Protesto fingindo indiferença pro "-A gente se vê..."que dizes já a ultrapassar a catraca. Outro adeus.

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